quando eu era criança, assisti em um daqueles filmes da sessão da tarde que só se é possível amar de verdade uma vez na vida, talvez pela inocencia, eu acreditei.
Quando tive o meu 'primeiro amor' imaginei 2 filhos, uma casa na praia e um cachorro... Claro que nada saiu como o planejado, era apenas um punhado de histórias romanticas na cabeça. Logo percebi tamanha bobagem quando meu plano brilhante se desfez, o principe virou sapo e junto com ele, todos os meus planos foram para o brejo, fiz aquele drama e achei que nunca mais gostaria de ninguém.
Algum tempo depois conheci outra pessoa e os mesmos sonhos e planos voltaram, então percebi que aquilo que eu aprendi na infancia era mentira, podia-se amar várias vezes na vida... Bom, acabou tudo da mesma maneira e foi assim por um bom tempo.
As coisas foram morrendo dentro de mim, vi que as pessoas vem e vão com uma rapidez enorme, e dia após dia os desejos, sonhos e promessas ficam ao vento...
Foi aí que lembrei daquilo que aprendi quando nem sabia o que realmente era o amor. Passamos por vários relacionamentos, encontros e desencontros, frustrações, acertos, fazemos muitos planos com pessoas - não vou dizer erradas, afinal aprendemos muito com elas - que de fato foram importantes, mas não eram as certas, até que conhecemos a pessoa que mesmo sem dizer uma palavra, consegue explicar exatamente o que os filmes da infancia quiseram dizer. Incrível como essa pessoa vai ser capaz não só de te fazer sonhar, mas como também será capaz de tornar real os tais sonhos... É quando você percebe que realmente só se é capaz de amar verdadeiramente uma pessoa, mas com a mesma intensidade de um novo amor a cada dia. (L'
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